sexta-feira, 23 junho, 2017
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Variação de pegada nos exercícios. O que muda e o que não muda.

Variação de pegada nos exercícios. O que muda e o que não muda.

As variações de pegadas nos exercícios seguem milhares de ideias, superstições, xamanismos, esoterismos e nada de explicações técnicas… é um tal de sente mais, pega mais, esmaga mais, rasga mais… Mas estudar mais, ninguém quer! Um exemplo dessas variações ocorre na puxada, vejo vídeos e dicas de diferentes afastamentos das mãos com o objetivo de trabalhar mais um determinado grupamento muscular. No entanto, uma análise superficial dessas variações já mostraria elas não resultariam em diferenças relevantes no trabalho muscular.

Reforçando isso, há um estudo publicado esse mês por pesquisadores noruegueses em que 15 homens treinados realizaram 6 repetições máximas de puxada pela frente com três afastamento das mãos: 1, 1,5 ou 2 vezes a distância biacromial (distância entre esse ossos proeminentes do ombro). De acordo com os resultados, a ativação do dorsal, trapézio e infraespinhoso não foi diferente entre as variações, o que havia era apenas uma tendência de maior ativação do bíceps no trabalho com o afastamento intermediário. A conclusão dos autores é que deve-se esperar ativação similar entre as pegadas e que um afastamento intermediário entre as mãos mostra pequenas vantagens, de modo que o exercício realizado com um afastamento de 1 a 2 vezes a distância biacromial irá resultam em ganhos similares de massa muscular nos músculos avaliados.

Fico com as palavras dos autores de que essas variações “se baseiam mais em um mito do que em pesquisas científicas” e prossegue dizendo que “regimes de treino baseados em crenças, ao invés de evidências científicas, podem levar a ganhos subótimos”. Sim, variações são válidas e às vezes interessantes, mas elas devem ser usadas para o que realmente servem: para deixar o exercícios mais confortáveis e promover variações no treino. Enfim, esse fanfarronice de pegar, esmagar, sentir, rasgar… é fanfarronice!

As variações de pegadas nos exercícios

Andersen V, Fimland MS, Wiik E, Skoglund A, Saeterbakken AH. Effects of grip width on muscle strength and activation in the lat pull-down. J Strength Cond Res. 2014 Apr;28(4):1135-42

Referência: http://goo.gl/7kvpo4

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