segunda-feira, 23 outubro, 2017
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Mrs Dash
Agachamento: Até o chão!

Agachamento: Até o chão!

Se olharmos pelas academias e instagrams da vida, veremos que a maior parte das pessoas que fazem agachamento não chega nem aos 90° de flexão de joelhos! Parece que a ideia é usar cargas cada vez maiores às custas de amplitudes cada vez menores… Mas será que isso vale a pena? Com relação à segurança, já conversei sobre isso em postagens anteriores e há um texto do GEASE sobre o tema (confira aqui), então vamos bater na tecla da eficiência dessa vez. E nunca será demais tocar no tema, pois apesar de eu falar da importância da amplitude de movimento no meu livro (Gentil, 2010) e nas minhas aulas, sempre tem alguém que prefere olhar os pesos do que pensar na ciência…

Saiu um estudo na edição desse mês do European Journal of Applied Physiology que deixará bem felizes os adeptos do agachamento. O estudo foi conduzido por pesquisadores nórdicos, da Noruega e Dinamarca, e fez uma comparação de duas variações do agachamento, um parcial (até 60°) e um profundo (até 120°). Os praticantes foram homens jovens ativos e os treinos foram realizados três vezes por semana por 12 semanas, seguindo a mesma periodização para os dois exercícios.

Os resultados apontaram que:

  • Apenas o agachamento profundo promoveu ganhos de força nos ângulos de 75° e 105°.
  • As melhoras nos testes de salto foram maiores para o agachamento profundo do que para o agachamento parcial
  • Apenas o agachamento profundo aumentou a massa magra das pernas e a área de secção transversa dos músculos da coxa.

Então, o negócio é o seguinte: agachamento profundo é seguro e ainda é melhor para performance, para funcionalidade e para os ganhos de massa muscular. Precisa dizer mais o que???

Até o chão!!!!

 

Bloomquist K, Langberg H, Karlsen S, Madsgaard S, Boesen M, Raastad T. Effect of range of motion in heavy load squatting on muscle and tendon adaptations. Eur J Appl Physiol. 2013 Aug;113(8):2133-42.
Gentil, P. Bases Científicas do Treinamento de Hipertrofia. 4 edição. Rio de Janeiro, Sprint, 2011

Referência: http://goo.gl/Tfy7Kg

Sobre Paulo Gentil